A calda de fumo é uma preparação caseira feita com fumo, de corda ou em pó, misturado em água morna e usada no potager como alternativa aos produtos químicos contra pragas. Segundo a Embrapa Rondônia (2008), trata-se de uma alternativa caseira mais barata e de menor toxicidade, embora a página consultada não informe doses.
O que é a calda de fumo?
Origem: as fontes oficiais consultadas não descrevem a origem histórica da calda de fumo como inseticida tradicional. O que as referências mostram é a sua apresentação como receita caseira. A Embrapa Rondônia (2008) a cita como opção para controlar pragas de hortaliças, ao lado de uma variante preparada com extrato de pimenta vermelha.
Composição: no preparo descrito pelo Catraca Livre (2025), a base é o fumo de corda ou o fumo em pó, misturado em água morna. A mistura descansa em local escuro, é coada e recebe um espalhante, como sabão de coco, para aderir às folhas. Essa publicação é um veículo de notícias, e não um órgão oficial, por isso os detalhes práticos devem ser lidos com cautela.
Princípio ativo: as fontes consultadas não especificam qual composto é responsável pela ação sobre as pragas. Por isso, este guia não atribui o efeito a nenhuma substância em particular. A Embrapa (2008) também não traz doses para a calda de fumo.
Calda ou extrato botânico: a Embrapa apresenta a calda de fumo associada a um extrato de pimenta vermelha, o que mostra que ambos aparecem como componentes de receitas caseiras. As fontes consultadas não estabelecem uma definição formal que separe calda e extrato botânico. Na prática, a diferença está no material de partida: fumo de um lado, pimenta do outro.
| Fonte | Tipo | O que informa |
|---|---|---|
| Embrapa Rondônia (Infoteca-e, 2008) | Pesquisa agropecuária | Alternativa caseira, mais barata e de menor toxicidade; sem doses |
| Catraca Livre (2025) | Veículo de notícias | Preparo com fumo de corda ou em pó, em água morna, coado e com espalhante |

Para quais pragas da horta ela funciona?
A calda de fumo é apresentada como alternativa caseira para pragas de hortaliças, mas as fontes oficiais consultadas não indicam quais espécies ela controla. A Embrapa Rondônia (2008) a descreve sem trazer doses nem listar pragas específicas. Por isso, a análise abaixo se organiza por grupos de insetos, e não por espécie.
Pulgões e insetos sugadores de folhas
Este é o primeiro grupo a considerar, porque é o que se alimenta da seiva das folhas e, portanto, recebe o produto diretamente na superfície tratada. A Embrapa (2008), porém, não nomeia pulgões nem outros sugadores ao falar da calda. O texto menciona pragas de hortaliças de forma geral. A indicação para este grupo é, portanto, uma inferência de uso, não um dado oficial verificado.
Lagartas e pragas mastigadoras
Lagartas e outras pragas que roem folhas entram na mesma menção genérica da Embrapa (2008). Nenhuma das fontes consultadas descreve resultados contra lagartas específicas nem informa quais hortaliças foram testadas. Quem cultiva deve tratar a calda como recurso de apoio e não como solução garantida.
Eficácia por praga
| Grupo de pragas | Menção em fonte oficial | Dados por espécie |
|---|---|---|
| Pulgões e insetos sugadores de folhas | Embrapa Rondônia (2008): pragas de hortaliças, em termos gerais | As fontes oficiais consultadas não especificam |
| Lagartas e pragas mastigadoras | Embrapa Rondônia (2008): mesma menção geral | As fontes oficiais consultadas não especificam |
A UFPel (projeto Hortas Urbanas) lista como caldas naturais a bordalesa, a sulfocálcica, a de arruda e as iscas de chuchu com sal para lesmas. A calda de fumo não aparece nessa lista. A ausência não prova ineficácia, mas mostra que essa fonte institucional não a recomenda. Para os grupos acima, a UFPel lista a sulfocálcica e a bordalesa entre as caldas naturais, mas não informa para quais pragas cada uma é indicada.
Como preparar a calda de fumo?
A calda de fumo caseira é feita com fumo de corda ou fumo em pó misturado em água morna. Segundo o Catraca Livre (2025), o preparo tem quatro etapas: mistura, repouso em local escuro, coagem e adição de um espalhante. As fontes oficiais consultadas não especificam as proporções entre fumo e água nem o tempo de repouso, por isso a receita descreve o método sem medidas padronizadas.
Ingredientes e função de cada um
| Ingrediente | Função na preparação |
|---|---|
| Fumo de corda ou fumo em pó | Base ativa da calda |
| Água morna | Veículo da mistura |
| Espalhante, como sabão de coco | Ajuda a calda a aderir às folhas |
Passo a passo
- Mistura: coloque o fumo em água morna e mexa bem, para que o material fique distribuído no líquido.
- Repouso no escuro: deixe a mistura descansar em um local escuro, protegido da luz. As fontes consultadas não indicam quanto tempo ela deve ficar em repouso.
- Coagem: passe o líquido por um coador para retirar os resíduos sólidos do fumo. O resultado é uma calda sem partículas grossas.
- Adição do espalhante: acrescente o espalhante ao líquido coado e misture antes de usar, pois ele é o que permite a aderência às folhas.
O espalhante, como o sabão de coco, é adicionado para que a calda adira às folhas.
Como e quando aplicar?
A calda de fumo é pulverizada sobre as folhas das hortaliças afetadas. As fontes consultadas não detalham o momento de aplicação com o mesmo grau de precisão: a Embrapa Rondônia (2008) não traz doses nem frequência de aplicação.
Técnica de pulverização
- Borrife a face inferior das folhas, segundo o Catraca Livre (2025).
- Faça a aplicação no fim da tarde, segundo a mesma publicação.
- Use um borrifador manual e borrife a face inferior das folhas, sem encharcar. Esse detalhe de equipamento é uma orientação geral e não consta das fontes consultadas.
- Mantenha a aplicação longe de dias de vento forte, para que a calda não se espalhe para outras plantas. Esse cuidado é um procedimento geral de pulverização e não consta das fontes consultadas.
Carência e repetição
A carência de 12 dias antes da colheita e a repetição por três dias seguidos em infestação severa aparecem somente no Catraca Livre (2025), sem fonte oficial. As fontes oficiais consultadas não especificam um intervalo de carência nem um número de aplicações para a calda de fumo.
| Prática | Fonte | Situação |
|---|---|---|
| Borrifar a face inferior das folhas | Catraca Livre (2025) | Fonte não oficial |
| Aplicar no fim da tarde | Catraca Livre (2025) | Fonte não oficial |
| Carência de 12 dias antes da colheita | Catraca Livre (2025) | Sem fonte oficial |
| Repetir por três dias seguidos em infestação severa | Catraca Livre (2025) | Sem fonte oficial |

Quais cuidados de segurança tomar?
A calda de fumo deve ser manuseada com equipamento de proteção individual e guardada fora do alcance de crianças e animais. A Embrapa (Infoteca-e, 2008) recomenda essas precauções mesmo com caldas caseiras. Por prudência, este guia as estende a todo o processo, do preparo à pulverização.
Equipamento de proteção recomendado
A Embrapa (Infoteca-e, 2008) indica luvas, óculos, calça comprida e avental. A tabela resume a função de cada item:
| Equipamento | Função durante o manuseio |
|---|---|
| Luvas | Evitam o contato direto da mistura com a pele das mãos |
| Óculos | Protegem os olhos de respingos durante o preparo, a filtragem e a pulverização |
| Calça comprida | Cobre as pernas e reduz o contato com gotas da aplicação |
| Avental | Protege a roupa e o tronco contra respingos |
Além dos itens acima, lave bem as mãos e troque de roupa ao final da aplicação, para não levar resíduos para dentro de casa.
Afastar crianças e animais
A Embrapa (Infoteca-e, 2008) orienta manter os produtos longe de crianças e animais. Na prática:
- Guarde a calda e o fumo em local fechado, em prateleira alta e de acesso restrito.
- Identifique o recipiente com o nome do preparado e a data em que foi feito.
- Não armazene a calda em garrafas de bebida nem em potes de alimentos.
- Mantenha crianças e animais afastados da horta durante a pulverização e até que a calda seque nas folhas.
Toxicidade da nicotina
A calda é feita com fumo, planta que contém nicotina, e por isso deve ser tratada como produto tóxico. As fontes oficiais consultadas não especificam as doses em que a nicotina causa efeitos em pessoas ou animais, nem os sintomas de contato ou ingestão. Sem essa informação, a recomendação prática é evitar qualquer contato com pele, olhos e boca. Em caso de ingestão, contato com os olhos ou mal-estar após a exposição, procure atendimento médico imediatamente (SAMU 192) ou ligue para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox, 0800 722 6001). Para animais, procure um veterinário sem demora.
A calda de fumo é permitida na horta orgânica?
As fontes oficiais consultadas não especificam se a calda de fumo é aceita na produção orgânica certificada. Por isso, não é possível afirmar de forma geral que o uso é permitido ou proibido. A resposta depende do organismo certificador da propriedade e da lista de insumos autorizados que ele adota.
Os materiais consultados tratam o produto de formas diferentes:
| Fonte | O que informa sobre a calda de fumo |
|---|---|
| Embrapa (Infoteca-e, 2008) | Apresenta a calda com extrato de pimenta vermelha, sem indicar doses |
| UFPel – Hortas Urbanas | Não a inclui entre as caldas naturais listadas |
| Catraca Livre (2025) | Publica orientações de aplicação |
A ausência de um produto em uma lista de caldas naturais não equivale a uma proibição. Também não funciona como autorização. Uma receita caseira divulgada por uma fonte de pesquisa ou por um veículo de notícias não garante conformidade com um regulamento de certificação.
Como verificar a situação do produto
- Consulte o organismo certificador da propriedade e pergunte, por escrito, se a calda de fumo consta como insumo permitido.
- Leia o regulamento técnico que o certificador segue, conferindo a lista de insumos e as condições de uso de cada um.
- Confirme a regra para a venda se a produção for certificada ou pretender ser comercializada como orgânica. As exigências variam conforme o caso.
- Priorize produtos já confirmados na lista do certificador quando houver dúvida sobre a permissão.
Outras alternativas à calda de fumo
Para controlar pragas na horta, existem outras caldas e práticas listadas nas fontes consultadas. Elas variam em condições de uso e nível de informação disponível, por isso convém comparar antes de escolher. Elas variam em eficácia, condições de uso e nível de informação disponível, por isso convém comparar antes de escolher.
| Opção | Fonte | Condição ou observação registrada |
|---|---|---|
| Extrato de pimenta vermelha | Embrapa Rondônia (Infoteca-e, 2008) | A página não traz doses. |
| Sulfocálcica | UFPel – Hortas Urbanas | Aplicar abaixo de 28 °C. |
| Bordalesa | UFPel – Hortas Urbanas | Listada entre as caldas naturais. A fonte não detalha condições de uso. |
| Calda de arruda | UFPel – Hortas Urbanas | Listada entre as caldas naturais. A fonte não detalha condições de uso. |
| Isca de chuchu com sal | UFPel – Hortas Urbanas | Indicada para lesmas. |
Extrato de pimenta vermelha
O extrato de pimenta vermelha aparece entre as receitas caseiras citadas pela Embrapa Rondônia (2008), ao lado da calda de fumo. As fontes oficiais consultadas não especificam dosagem, por isso teste primeiro em poucas plantas e observe a reação antes de tratar toda a horta.
Sulfocálcica
A sulfocálcica está entre as caldas naturais listadas pelo projeto Hortas Urbanas da UFPel. A aplicação deve ocorrer abaixo de 28 °C e com luvas. Acima dessa temperatura, não aplique.
Manejo cultural
O manejo cultural reduz a necessidade de tratamentos. Entre as práticas gerais:
- Inspecionar as plantas com frequência, para identificar as pragas no início.
- Retirar folhas muito atacadas e descartá-las longe da horta.
- Escolher um local ensolarado e regar sem encharcar o solo, adaptando a rotina à região e ao clima.
- Alternar as famílias de hortaliças no mesmo canteiro, dificultando a permanência das mesmas pragas.
Controle biológico
O controle biológico consiste em favorecer os inimigos naturais das pragas, como insetos predadores e parasitoides, mantendo um ambiente diverso, com flores e abrigo para eles. As fontes consultadas não especificam quais espécies atuam sobre cada praga, nem a forma de as introduzir.
Perguntas frequentes
A calda de fumo pode ser usada em hortaliças que vou consumir?
A Embrapa Rondônia (2008) cita a calda de fumo como alternativa caseira para pragas de hortaliças, mas a página consultada não informa doses. Durante o preparo e a aplicação, use luvas, óculos, calça comprida e avental, e guarde o produto longe de crianças e animais.
Como preparar e aplicar a calda de fumo no potager?
Misture fumo de corda ou em pó em água morna, deixe descansar em local escuro, coe e acrescente um espalhante, como sabão de coco, para aderir às folhas. Segundo o Catraca Livre (2025), que é um veículo de notícias e não um órgão oficial, a aplicação deve ser feita borrifando a parte de baixo das folhas no fim da tarde. A carência de 12 dias e a repetição por três dias citadas nessa publicação não têm fonte oficial.
A calda de fumo substitui outras caldas naturais, como a bordalesa ou a sulfocálcica?
As fontes consultadas não permitem afirmar essa substituição. A UFPel (Hortas Urbanas) lista a bordalesa, a sulfocálcica, a de arruda e a isca de chuchu com sal como caldas naturais, sem incluir a calda de fumo. Para a sulfocálcica, a mesma página indica aplicação abaixo de 28 °C e uso de luvas, o que ajuda a comparar as opções antes de escolher a mais adequada à sua horta.